Quando eu conheci o Paulo eu morava no norte do Paraná em uma cidade chamada Maringá e o Paulo morava em Ponta Grossa, eu tinha e ainda tenho um apartamento na cidade, começamos a namorar e ficamos cerca de um ano nos vendo todo final de semana, era muito corrido, pois mais ele vinha do que eu ia, a distância era grande quase 400 km, mas nada impedia que a gente ficasse juntos.
A minha sintonia com o Paulo sempre foi muito grande e vice versa, acredito que nascemos um para o outro, somos muito parecidos na maneira de pensar, combinamos em quase tudo. Temos as nossas diferenças é claro, mas nada que atrapalhe o nosso dia a dia. Quando fizemos um ano de namoro, fui morar em Ponta Grossa, no primeiro ano ficamos morando em casas separadas, mas muito perto uma da outra, levávamos vida de casados em casas separadas, começamos a fazer terapia de casal antes mesmo de casarmos, fizemos tudo ao contrário do que geralmente é feito.
Nossa terapia de casal era feita para que soubéssemos lidar com o fato de que um dos nossos filhos não aceitava o nosso casamento. Foram muitas as dificuldades, passamos momentos difíceis, mas o amor venceu, o amor pelos filhos e o amor que nos uniu. O Paulo tinha uma casa que ficou com ele depois da separação do primeiro casamento, a outra pessoa da relação ficou com um imóvel que ela escolheu e o Paulo comprou para ela, num valor equivalente a metade que cabia na separação de bens. Enfim fui morar nesse imóvel porque era descabido que vivêssemos em casas separadas e querendo ficar juntos.
Sei que tem muita gente novinha que passa por aqui e não deve ter assistido, mas a Suzana Vieira fez há muitos anos atrás uma novela das "seis” na Globo que se chamava "A sucessora",era assim que na época eu me sentia, não porque o Paulo queria manter a presença da outra pessoa, mas porque a pessoa não conseguia se desligar da casa. Foram tempos ruins que eu e o Paulo conseguimos com muito amor e muita conversa atravessar. O meu sonho era ter a minha casa, onde eu pudesse ter as minhas coisas com a minha cara. Não que eu não sentisse que aquela não era a minha casa, mas como pretendíamos mudar para o Canadá conservamos alguns móveis, a maioria era embutido e juntaram-se mais alguns que eu trouxe da minha casa.
Enfim uma miscelânea de coisas de um passado, mandei reformar o sofá da sala de visitas, troquei objetos de decoração, trocamos os quadros, mudamos os jardins e a decoração com as plantas de dentro da casa. Eu e o Paulo fizemos uma "exorcização", hoje eu acho graça, mas que valeu à pena. Quando o Paulo se separou ele combinou com a outra pessoa que ela poderia pegar o que quisesse da casa, desde que deixasse algumas coisas para ele, como bom cavalheiro que é, o Paulo deixou que ela escolhesse, ela escolheu e levou tudo o que pode, mas não contente continuava entrando na nossa casa na nossa ausência e pegando algumas coisas, mesmo depois de eu já estar morando lá. Fizemos a "exorcização", pegamos tudo que achamos que ela ainda gostaria de ter da nossa casa e mandamos entregar na casa dela. Foi a melhor coisa que poderíamos ter feito.
Enfim essa agonia durou quase três anos até o processo de imigração ficar pronto e que culminou com a nossa mudança, não vendemos absolutamente nada da casa, tudo foi doado, desde os copos, talheres, até os colchões.
Depois de cinco meses que estávamos aqui a casa foi vendida. É uma casa muito bonita, grande, construída com muito bom gosto e sofisticação, mas que nunca fez a minha cabeça, eu queria ter a minha casinha simples para viver feliz com o meu amor do jeitinho que eu vivo aqui no Canadá.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Quem casa já tem uma casa.
continuando...
Eu e o Paulo já estamos juntos faz cinco anos e de casados oficialmente faz dois anos e dois meses. Eu conheci o Paulo ele já estava separado fazia sete meses e tinha ficado com os três filhos. Eu já estava divorciada a sete anos.
A cerca de dois meses atrás fizemos a nossa maior aquisição aqui no Canadá, compramos a nossa casa.
Ela (a casa) começa a ser construída daqui a uma semana, esses dois meses foi para pudéssemos escolher todos os acabamentos da casa, escolhemos tudo, desde o piso até o telhado, cores e etc. Tudo do nosso gosto, tudo escolhido a dedo, por quem ansiava ter a sua casinha, acho que faltava isso para que nos sentíssemos verdadeiramente no Canadá, moramos de aluguel em um apartamento que para nós é bem localizado, estamos perto do trabalho do Paulo e da escola das meninas, fica um pouquinho longe para mim, mas eu vou ter outras opções.
A nossa casa fica a cerca de dois km de onde moramos, é bem próxima, fica aqui no Sul de Calgary. Gostamos dessa região e pretendemos ficar por aqui. Estou mais feliz do que nunca junto com o meu amado. As meninas vão ter cada uma o seu próprio quarto já que agora elas dividem um quarto pequeno, vão poder fazer a decoração do jeito que quiserem, e eu já começo a escolher as coisas para a nova casa, móveis e decoração. Só de pensar já dá para ficar cansada, mas muitoooo feliz.
Bjkas, Eliane
Eu e o Paulo já estamos juntos faz cinco anos e de casados oficialmente faz dois anos e dois meses. Eu conheci o Paulo ele já estava separado fazia sete meses e tinha ficado com os três filhos. Eu já estava divorciada a sete anos.
A cerca de dois meses atrás fizemos a nossa maior aquisição aqui no Canadá, compramos a nossa casa.
Ela (a casa) começa a ser construída daqui a uma semana, esses dois meses foi para pudéssemos escolher todos os acabamentos da casa, escolhemos tudo, desde o piso até o telhado, cores e etc. Tudo do nosso gosto, tudo escolhido a dedo, por quem ansiava ter a sua casinha, acho que faltava isso para que nos sentíssemos verdadeiramente no Canadá, moramos de aluguel em um apartamento que para nós é bem localizado, estamos perto do trabalho do Paulo e da escola das meninas, fica um pouquinho longe para mim, mas eu vou ter outras opções.
A nossa casa fica a cerca de dois km de onde moramos, é bem próxima, fica aqui no Sul de Calgary. Gostamos dessa região e pretendemos ficar por aqui. Estou mais feliz do que nunca junto com o meu amado. As meninas vão ter cada uma o seu próprio quarto já que agora elas dividem um quarto pequeno, vão poder fazer a decoração do jeito que quiserem, e eu já começo a escolher as coisas para a nova casa, móveis e decoração. Só de pensar já dá para ficar cansada, mas muitoooo feliz.
Bjkas, Eliane
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Focus?
Cenas de um episódio dos Simpsons que satiriza o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) e a indústria farmacêutica por trás dos medicamentos psicotrópicos.
Vale apena ver!
Bjkas, Eliane
Vale apena ver!
Bjkas, Eliane
Estudar.
Olá,
muito oportuno o comentário feito pela Marília no post anterior, com relação as escolas de inglês. Cada caso é um caso.
Quando você chega sem inglês nenhum ou com pouco inglês é importante fazer uma avaliação para ver o seu nível de inglês, o link é gratuito, agora o o ESL é pago, geralmente quando o imigrante chega, está desempregado e fica difícil.
Para fazer o ESL com subsídios do governo é precisa ter um nível de inglês intermediário e algumas pessoas não tem, era o meu caso quando cheguei, bem básico. Com relação ao link, eu percebo que existem escolas e escolas, o que isso significa é que existem lugares sérios que tem uma proposta de ensino e ajudam bastante, agora existem escolas que tem uma outra função.
Aqui no Canadá existem muitos refugiados além dos skilled works, a maioria dos refugiados passaram por situações miseráveis nos seus países de origem. O Canadá acolhe muitas pessoas que sobreviveram a situaçãos terríveis em seus países.
Não é só como ajuda humanitária, o Canadá precisa dessas pessoas como mão de obra braçal mesmo, e capacitá-los com o mínimo do inglês para que eles possam participar do mercado de trabalho é a função dos links. A grande maioria dos refugiados tem pouca instrução, tem dificuldade de aprender por diversos fatores e o principal são os traumas sofridos em seus países de origem.
Muitos canadenses não sabem separar um refugiado de um skilled work, geralmente eles colocam os dois na mesma panela, costumam perguntar porque estamos aqui e se assustam quando digo que tinha excelente condição de vida no Brasil. O que tenho visto é que o canadense "médio" não sabe muito do que acontece no seu próprio país, posso estar errada. Na minha humilde opinião o link é o primeiro passo, se você perceber que aquela escola não te supre as necessidades, mude.
Foi assim que eu fiz, quando não estava satisfeita, simplesmente procurei outra escola, isso é possível. E humildade sempre. Sem se deixar humilhar, estamos na terra dos outros, com leis diferentes, cultura diferente, um eterno aprendizado,dia após dia. Com o passar do tempo e a rotina as coisas vão melhorando. O lado triste da história é que por mais que eu tente ser uma canadense, nunca serei, eu sou uma imigrante, tenho direitos e deveres dentro desse país, mas sou uma imigrante e sempre serei.
Bjkas, Eliane
muito oportuno o comentário feito pela Marília no post anterior, com relação as escolas de inglês. Cada caso é um caso.
Quando você chega sem inglês nenhum ou com pouco inglês é importante fazer uma avaliação para ver o seu nível de inglês, o link é gratuito, agora o o ESL é pago, geralmente quando o imigrante chega, está desempregado e fica difícil.
Para fazer o ESL com subsídios do governo é precisa ter um nível de inglês intermediário e algumas pessoas não tem, era o meu caso quando cheguei, bem básico. Com relação ao link, eu percebo que existem escolas e escolas, o que isso significa é que existem lugares sérios que tem uma proposta de ensino e ajudam bastante, agora existem escolas que tem uma outra função.
Aqui no Canadá existem muitos refugiados além dos skilled works, a maioria dos refugiados passaram por situações miseráveis nos seus países de origem. O Canadá acolhe muitas pessoas que sobreviveram a situaçãos terríveis em seus países.
Não é só como ajuda humanitária, o Canadá precisa dessas pessoas como mão de obra braçal mesmo, e capacitá-los com o mínimo do inglês para que eles possam participar do mercado de trabalho é a função dos links. A grande maioria dos refugiados tem pouca instrução, tem dificuldade de aprender por diversos fatores e o principal são os traumas sofridos em seus países de origem.
Muitos canadenses não sabem separar um refugiado de um skilled work, geralmente eles colocam os dois na mesma panela, costumam perguntar porque estamos aqui e se assustam quando digo que tinha excelente condição de vida no Brasil. O que tenho visto é que o canadense "médio" não sabe muito do que acontece no seu próprio país, posso estar errada. Na minha humilde opinião o link é o primeiro passo, se você perceber que aquela escola não te supre as necessidades, mude.
Foi assim que eu fiz, quando não estava satisfeita, simplesmente procurei outra escola, isso é possível. E humildade sempre. Sem se deixar humilhar, estamos na terra dos outros, com leis diferentes, cultura diferente, um eterno aprendizado,dia após dia. Com o passar do tempo e a rotina as coisas vão melhorando. O lado triste da história é que por mais que eu tente ser uma canadense, nunca serei, eu sou uma imigrante, tenho direitos e deveres dentro desse país, mas sou uma imigrante e sempre serei.
Bjkas, Eliane
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
"E a vida segue..."
Amanhã dia 19, faz um mês que estou trabalhando, ou seja já passei pela fase de adaptação que são as duas primeiras semanas.
Confesso que não foi fácil. As crianças do meu ônibus falam muito rápido e eu praticamente não entendia nada, para conversar ou falar alguma coisa era muito difícil, sem contar a nossa motorista que é canadense da gema e fala pelos cotovelos, não adianta pedir para que ela fale devagar, ela esquece e liga o automático, o legal é que ela me entende muito bem.
Com apenas duas semanas que eu estava trabalhando, ela teve que faltar porque a filha estava doente. foi um sufoco, ela me ligou bem cedinho, eu não sabia o que fazer, então liguei para a empresa, tive que dar as explicações necessárias e ouvi que não daria tempo de me pegarem pela manhã, pediram para eu fazer um favorzinho, ligar para a casa dos pais e explicar que o outro ônibus atrasaria um pouquinho. Ai já era demais, liguei de volta para a minha motorista e coloquei a batata quente de volta na mão dela. Tá certo que eu já estou conseguindo me virar no telefone, mas não era uma coisa que eu tinha que resolver.
À tarde um motorista veio me buscar e eu tive que ensinar todo o trajeto, tudo bem que ele tinha um GPS, mas com as minhas explicações ele foi mais rápido. Eu já sinto bastante segurança ao conversar com as pessoas, mesmo que não seja num inglês corretíssimo eu já me aventuro, percebo os meus erros, e na maioria das vezes volto atrás e corrijo, o duro é que ninguém me corrige, as vezes eu sei que eu falei errado e ninguém faz esse favorzinho para mim. O meu forte mesmo é o listening, acho que é porque eu gosto muito de televisão, assisto todas as minhas séries preferidas, vejo que isso ajuda muito mesmo. Aconselho para quem está vindo, assistir filmes com closed caption em inglês, não atrapalha segundo meus professores, é bom porque você exercita os dois, o reading e o listening, são os meus dois pontos fortes. Agora o speaking eu estou melhorando. O meu writing é que é meio problemático, assim como eu. Hahaha.
O meu amigo Augusto que é professor de inglês aqui em Calgary me disse que as matérias que eu absorvo são as primeiras que eu desenvolvi, agora as produtivas demora um pouco mais. Tenho certeza que logo estarei com um inglês razoável, trabalhar tem me ajudado muito, mas a escola foi primordial.
E por falar em escola, eu larguei a escola, mas foi por pouco tempo, pretendo voltar em janeiro, principalmente por causa do meu writing, eu escreve algumas coisas, mas ainda falta muito. Estudei durante um ano certinho, comecei em outubro e parei em outubro, fiz seis meses de part time e seis meses full time, me arrependo de não ter feito full time desde o início, mas fazer o que, já passou mesmo. Apesar das minhas dificuldades acho que o meu desenvolvimento foi muito bom, não me acomodei e disso não me arrependo. Acho fundamental ir a luta, buscar objetivos, apesar de que eu ainda não sei o que quero, mas aprender inglês é o principal . Como eu sempre tive dificuldade para aprender, eu aceitei esse desafio, chorei várias vezes e confesso que quando tirei um noto baixa em gramática ( não adianta eu tenho dificuldades com regras), parecia que tinham tirado o meu chão.
Sigo aquele ditado "nóis inverga, mais não quebra". A minha vida sempre foi pautada dessa maneira, eu choro, me desespero, depois levanto, me olho no espelho, lavo o rosto e vou a luta, minha amiga Rosália que o diga.
Como já disse em posts anteriores, experiência de vida não me falta para contornar as adversidades, hoje eu agradeço a Deus por ter me feito amadurecer, as vezes eu acho que foi um pouquinho no susto ou na "marra", mas valeu a pena, se você tem um objetivo não desista, eu preciso de um empurrãozinho, como nada nessa vida é por acaso, tenho o companheiro perfeito (te amo Paulo).
Eu me recordo que alguns anos atrás eu pensava, quando será que eu vou amadurecer, saber lidar com as situações que a vida me apresenta. Confesso que ainda não sei, parece que está mais fácil agora. Afinal nunca é tarde.
Quando eu era um pouco mais jovem eu tinha vergonha de pedir as coisas para Deus, eu achava que eu não era merecedora e por ai vai. Hoje eu tenho pedido muito e Deus tem me abençoado, mais um pontinho para o Papai do Céu. E se Ele não puder me atender é lógico que eu fico triste, mas compreendo que aquele não é o meu momento ou que são coisas porque eu tenho que passar e mais tarde eu entenderei, chegar nesse ponto da compreensão e no entendimento das coisas de Deus é a parte mais difícil.
Parece que no ano passado já tinha nevado bastante nesse período, por enquanto nada, eu sinto falta de um friozinho, por incrível que pareça, eu gosto muito. É sério, prefiro o frio mesmo. Cada louco com suas manias. E como diz o meu amigo César- blog British Columbia 2010.
"E a vida segue..."
Bjkas, Eliane
Confesso que não foi fácil. As crianças do meu ônibus falam muito rápido e eu praticamente não entendia nada, para conversar ou falar alguma coisa era muito difícil, sem contar a nossa motorista que é canadense da gema e fala pelos cotovelos, não adianta pedir para que ela fale devagar, ela esquece e liga o automático, o legal é que ela me entende muito bem.
Com apenas duas semanas que eu estava trabalhando, ela teve que faltar porque a filha estava doente. foi um sufoco, ela me ligou bem cedinho, eu não sabia o que fazer, então liguei para a empresa, tive que dar as explicações necessárias e ouvi que não daria tempo de me pegarem pela manhã, pediram para eu fazer um favorzinho, ligar para a casa dos pais e explicar que o outro ônibus atrasaria um pouquinho. Ai já era demais, liguei de volta para a minha motorista e coloquei a batata quente de volta na mão dela. Tá certo que eu já estou conseguindo me virar no telefone, mas não era uma coisa que eu tinha que resolver.
À tarde um motorista veio me buscar e eu tive que ensinar todo o trajeto, tudo bem que ele tinha um GPS, mas com as minhas explicações ele foi mais rápido. Eu já sinto bastante segurança ao conversar com as pessoas, mesmo que não seja num inglês corretíssimo eu já me aventuro, percebo os meus erros, e na maioria das vezes volto atrás e corrijo, o duro é que ninguém me corrige, as vezes eu sei que eu falei errado e ninguém faz esse favorzinho para mim. O meu forte mesmo é o listening, acho que é porque eu gosto muito de televisão, assisto todas as minhas séries preferidas, vejo que isso ajuda muito mesmo. Aconselho para quem está vindo, assistir filmes com closed caption em inglês, não atrapalha segundo meus professores, é bom porque você exercita os dois, o reading e o listening, são os meus dois pontos fortes. Agora o speaking eu estou melhorando. O meu writing é que é meio problemático, assim como eu. Hahaha.
O meu amigo Augusto que é professor de inglês aqui em Calgary me disse que as matérias que eu absorvo são as primeiras que eu desenvolvi, agora as produtivas demora um pouco mais. Tenho certeza que logo estarei com um inglês razoável, trabalhar tem me ajudado muito, mas a escola foi primordial.
E por falar em escola, eu larguei a escola, mas foi por pouco tempo, pretendo voltar em janeiro, principalmente por causa do meu writing, eu escreve algumas coisas, mas ainda falta muito. Estudei durante um ano certinho, comecei em outubro e parei em outubro, fiz seis meses de part time e seis meses full time, me arrependo de não ter feito full time desde o início, mas fazer o que, já passou mesmo. Apesar das minhas dificuldades acho que o meu desenvolvimento foi muito bom, não me acomodei e disso não me arrependo. Acho fundamental ir a luta, buscar objetivos, apesar de que eu ainda não sei o que quero, mas aprender inglês é o principal . Como eu sempre tive dificuldade para aprender, eu aceitei esse desafio, chorei várias vezes e confesso que quando tirei um noto baixa em gramática ( não adianta eu tenho dificuldades com regras), parecia que tinham tirado o meu chão.
Sigo aquele ditado "nóis inverga, mais não quebra". A minha vida sempre foi pautada dessa maneira, eu choro, me desespero, depois levanto, me olho no espelho, lavo o rosto e vou a luta, minha amiga Rosália que o diga.
Como já disse em posts anteriores, experiência de vida não me falta para contornar as adversidades, hoje eu agradeço a Deus por ter me feito amadurecer, as vezes eu acho que foi um pouquinho no susto ou na "marra", mas valeu a pena, se você tem um objetivo não desista, eu preciso de um empurrãozinho, como nada nessa vida é por acaso, tenho o companheiro perfeito (te amo Paulo).
Eu me recordo que alguns anos atrás eu pensava, quando será que eu vou amadurecer, saber lidar com as situações que a vida me apresenta. Confesso que ainda não sei, parece que está mais fácil agora. Afinal nunca é tarde.
Quando eu era um pouco mais jovem eu tinha vergonha de pedir as coisas para Deus, eu achava que eu não era merecedora e por ai vai. Hoje eu tenho pedido muito e Deus tem me abençoado, mais um pontinho para o Papai do Céu. E se Ele não puder me atender é lógico que eu fico triste, mas compreendo que aquele não é o meu momento ou que são coisas porque eu tenho que passar e mais tarde eu entenderei, chegar nesse ponto da compreensão e no entendimento das coisas de Deus é a parte mais difícil.
Parece que no ano passado já tinha nevado bastante nesse período, por enquanto nada, eu sinto falta de um friozinho, por incrível que pareça, eu gosto muito. É sério, prefiro o frio mesmo. Cada louco com suas manias. E como diz o meu amigo César- blog British Columbia 2010.
"E a vida segue..."
Bjkas, Eliane
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Ventania.
Aqui em Calgary está ventando muito hoje, já ouvi que vai chegar a 70km/h,
de manhã quando eu voltava do trabalho, estava por volta de 30 km/h e o carro balançava bastante, chega de chinook. Eu quero é mais um friozinho. rsrsrs.
Bjkas, Eliane
de manhã quando eu voltava do trabalho, estava por volta de 30 km/h e o carro balançava bastante, chega de chinook. Eu quero é mais um friozinho. rsrsrs.
Bjkas, Eliane
Meus dois cents.
Até onde vai o preconceito?
Esse texto do Ewandro Schenkel que escreve o blog "Sobre nada" que aparece na Gazeta do Povo, jornal de Curitiba PR. Retrata muito bem o que está no inconciente de muita gente. Antes de pixar de maltratar, ter um outro olhar. Esse é um assunto para os sociólogos e antropólogos de plantão poderem analizar.
De onde vem todo esse preconceito, todo esse ranço contra uma pessoa. Julgar? Aqui no Canadá as coisas se processam de uma outra maneira.
Mas leiam o texto, achei muito inteligente e tem muito para nos dizer.
Manifesto em defesa das barangas.
Ewandro Schenkel
A beleza é subjetiva. Gisele Bündchen é considerada bela. Tão bela quanto Guernica. Não tem fórmula e nem ranking. A beleza é algo intraduzível e, ao mesmo tempo, explícita. Todos a apreciam. Eu também. Mas não é por isso que tudo que não é extremamente coeso esteticamente deve ser evitado, aviltado e achincalhado. Até porque existe algo mais belo que a própria beleza. É a beleza da sacanagem.
Não existem argumentos técnicos que me permitam dizer que Geisy Arruda, a garota da Uniban, é mais feia que a cantora Beyoncé, por mais evidente que isso seja. Sempre acho inválido estes rankings de revistas masculinas com as 100 mais sensuais do mundo e coisas do tipo. O que leva Juliana Paes a ficar atrás de Grazi Massafera? Eu não faço a menor ideia. As duas são lindas e pronto. Como diriam em uma mesa de bar: “pegava”.
Foi inevitável escutar os primeiros comentários logo após começar a pipocar na internet as imagens de Geisy. Todos queriam saber como era aquela mulher que mexeu com os hormônios e os nervos de toda uma instituição. Qual o corpo seria responsável por fazer a patuleia subir pelas paredes? Foi então que apareceu uma mulher de 20 anos, normal, um pouco acima do peso, com cabelos pintados e sorriso maroto. Impossível evitar a frustração. “Só isso?”, muitos se perguntaram em pensamentos.
Nestes dias ouvi diversos comentários, partindo de ambos os sexos, desmerecendo Geisy. Das mulheres saem sempre os piores. “É baranga, olha a banha no braço”. Dos homens, mais comedidos, a avaliação foi de que ela não estava a altura da proporção que o caso tomara. Em público, na frente dos colegas, o tom de reprovação. Lá no fundo, tenho certeza, pensavam: “comia”.
Este texto, como os caros leitores já notaram, não é para fazer nenhum tipo de consideração sobre o tumulto em si. O mundo inteiro já fez isso. Venho na humildade tentar defender a sacanagem arte. Tentar jogar um pouco de honestidade no discurso elitista-estético que ronda a superficialidade de um bate-papo entre amigos.
Geisy é baranga sim, mas isso é um elogio. Ela é o tipo de mulher que poderia se encontrar em cada esquina, não é rara. Desperta sensualidade de baixo nível, animalesca e gutural. Gisele Bündchen ganha aplausos nas passarelas. Mas é a Geisy quem arranca o assovio dos pedreiros. É a atendente que te atrai só pelo jeito de dar o troco. É a empregada que todo adolescente gostaria de ter em casa.
Talvez isso ajude a explicar o furdunço que os estudantes da Uniban promoveram. Se fosse uma modelo de ranking os alunos se intimidariam. Apreciariam de longe. Já a garota da minissaia rosa é real. É sensual. Rebola com maldade. Provoca a ira das colegas simplesmente por ser mulher. Pois até as mais belas estudantes da Uniban sabem que Geisy representa o perigo real e imediato. Geisy tem a sacanagem nos olhos. Ela não é uma demoiselle d'Avignon. É da laje.
Esse texto do Ewandro Schenkel que escreve o blog "Sobre nada" que aparece na Gazeta do Povo, jornal de Curitiba PR. Retrata muito bem o que está no inconciente de muita gente. Antes de pixar de maltratar, ter um outro olhar. Esse é um assunto para os sociólogos e antropólogos de plantão poderem analizar.
De onde vem todo esse preconceito, todo esse ranço contra uma pessoa. Julgar? Aqui no Canadá as coisas se processam de uma outra maneira.
Mas leiam o texto, achei muito inteligente e tem muito para nos dizer.
Manifesto em defesa das barangas.
Ewandro Schenkel
A beleza é subjetiva. Gisele Bündchen é considerada bela. Tão bela quanto Guernica. Não tem fórmula e nem ranking. A beleza é algo intraduzível e, ao mesmo tempo, explícita. Todos a apreciam. Eu também. Mas não é por isso que tudo que não é extremamente coeso esteticamente deve ser evitado, aviltado e achincalhado. Até porque existe algo mais belo que a própria beleza. É a beleza da sacanagem.
Não existem argumentos técnicos que me permitam dizer que Geisy Arruda, a garota da Uniban, é mais feia que a cantora Beyoncé, por mais evidente que isso seja. Sempre acho inválido estes rankings de revistas masculinas com as 100 mais sensuais do mundo e coisas do tipo. O que leva Juliana Paes a ficar atrás de Grazi Massafera? Eu não faço a menor ideia. As duas são lindas e pronto. Como diriam em uma mesa de bar: “pegava”.
Foi inevitável escutar os primeiros comentários logo após começar a pipocar na internet as imagens de Geisy. Todos queriam saber como era aquela mulher que mexeu com os hormônios e os nervos de toda uma instituição. Qual o corpo seria responsável por fazer a patuleia subir pelas paredes? Foi então que apareceu uma mulher de 20 anos, normal, um pouco acima do peso, com cabelos pintados e sorriso maroto. Impossível evitar a frustração. “Só isso?”, muitos se perguntaram em pensamentos.
Nestes dias ouvi diversos comentários, partindo de ambos os sexos, desmerecendo Geisy. Das mulheres saem sempre os piores. “É baranga, olha a banha no braço”. Dos homens, mais comedidos, a avaliação foi de que ela não estava a altura da proporção que o caso tomara. Em público, na frente dos colegas, o tom de reprovação. Lá no fundo, tenho certeza, pensavam: “comia”.
Este texto, como os caros leitores já notaram, não é para fazer nenhum tipo de consideração sobre o tumulto em si. O mundo inteiro já fez isso. Venho na humildade tentar defender a sacanagem arte. Tentar jogar um pouco de honestidade no discurso elitista-estético que ronda a superficialidade de um bate-papo entre amigos.
Geisy é baranga sim, mas isso é um elogio. Ela é o tipo de mulher que poderia se encontrar em cada esquina, não é rara. Desperta sensualidade de baixo nível, animalesca e gutural. Gisele Bündchen ganha aplausos nas passarelas. Mas é a Geisy quem arranca o assovio dos pedreiros. É a atendente que te atrai só pelo jeito de dar o troco. É a empregada que todo adolescente gostaria de ter em casa.
Talvez isso ajude a explicar o furdunço que os estudantes da Uniban promoveram. Se fosse uma modelo de ranking os alunos se intimidariam. Apreciariam de longe. Já a garota da minissaia rosa é real. É sensual. Rebola com maldade. Provoca a ira das colegas simplesmente por ser mulher. Pois até as mais belas estudantes da Uniban sabem que Geisy representa o perigo real e imediato. Geisy tem a sacanagem nos olhos. Ela não é uma demoiselle d'Avignon. É da laje.
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